terça-feira, 22 de janeiro de 2008

...

“O que é que se diz quando se está precisando morrer?
Eu não digo nada, é a minha resposta.
Amanhã é dia de nascer de novo. Para outra morte."

(Caio Fernando Abreu)

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

How to disappear completely

Da música do radiohead supracitada, o trecho de uma história nunca escrita:

" I'm not here, this isn't happening...
Ele esperava que a qualquer momento fosse beliscado. Como nos filmes, nos desenhos animados. Piscaria rapidamente e acordaria do pesadelo. Porque só poderia ser isso: um pesadelo. A realidade não podia ser assim, não com ele. Ela pode ser assim para os outros, não para ele. Que tanto se preservou de tudo. Que sempre escapou dos maiores perigos, das maiores dores. Sempre evitando a vida para não permitir que.
É , foi quando percebeu que tudo o que fez foi fugir. E agora não dava mais. Era a beira do penhasco. End of the line.
Não , não , não. Há outro caminho. Ele procurava o The end no final do filme. Porque o The End era sempre a notícia que o felizes para sempre chegou.
Sacudiu a cabeça, esfregou os olhos com as mãos. Ele era o ator, o protagonista. E com o ator não podia acontecer nada, era tudo fingimento. Seu trabalho era fingir para seguir em frente.
Mas onde as câmeras? E a iluminação?
Eles estão chegando.
O diretor virá para me dar as coordenadas. Sem ele, não sei agir.
Não li o roteiro até o fim."

Os tops

Para não pensar em coisas piores, futilidade.
Então, listas...

Os livros que mais gostei de ler esse ano:
1 - A maçã no escuro - Clarice Lispector
2- Ciranda de pedra - Lygia Fagundes Telles
3- Esperando Godot - Samuel Beckett
4- Historia de uma infância - Peter Handke
5- Premier amour - Samuel Beckett

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Wanna be Clarice

Vou desligar a tomada.
E parar de agir automaticamente.

Política?

Eu, uma pseudo-comunista-socialista (estou brincando , claro que não tenho certeza nenhuma com relação à corrente política alguma), hoje descobri (ou melhor, percebi) que a vida burguesa pode ser muito boa. Que o "ter, ter, ter", de certa forma, ajuda a prosseguir com a vida. Por isso muita gente é materialista (algo que gradualmente tento eliminar em mim, e em certos casos, estou conseguindo).
Hoje, andei de carro o dia todo, por um bairro de "gente rica". E, olhando ao redor, percebi que o que eu tanto condeno é de certa forma reconfortante.
Pois andar de ônibus é um sofrimento.
Pois pensar nas contas é uma merda.
Hoje entendi porque as pessoas não pensam como eu com relação a certos aspectos econômicos. Realmente o vazio é preenchido por essas coisas.
Mas nem por isso serei como elas.
Continuo sendo chata e quadrada.
E lendo Dalai Lama, para preencher meus vazios.